Questionamentos foram feitos também no Judiciário
Em abril, a Assembléia Legislativa vira palco de denúncias. A oposição acusa a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) de conceder de forma irregular aditivos contratuais à empresa Pavibras - responsável por obras no Litoral. O presidente da Sanepar, Stênio Jacob, e o presidente do Conselho de Administração da Sanepar, Pedro Henrique Xavier, foram dar explicações sobre o assunto na Casa.
No fim das contas, parlamentares da base acusaram a gestão anterior de assinar um contrato, em 2002, que facilitava a concessão legal de aditivos. Já a oposição alega que os aditivos só foram concedidos porque autorizados de forma irregular pela gestão atual. Em junho, o ex-presidente do Conselho de Administração da Sanepar Sérgio Botto de Lacerda (ex-procurador-geral do Estado) também presta depoimento no plenário.
O depoimento do ex-diretor jurídico da Sanepar Rogério Distéfano é esperado para agosto.
Em meio às supostas denúncias de corrupção na Sanepar, em abril, um outro projeto de lei, que permite mudanças na cúpula da Paraná Previdência - fundo de aposentadoria dos servidores públicos do Estado -, rendeu longa discussão. Pela proposta, assinada pelo líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), a pedido do Executivo, o governador Requião poderia indicar profissionais de fora dos quadros de servidores públicos para atuar em determinadas diretorias.
Mas base e oposição já haviam protagonizado um confronto direto em março, ao discutir uma mensagem do Executivo que permitia ao governador Requião, via decreto, criar, extinguir ou remanejar cargos em comissão, sem consultar previamente o Legislativo. Maioria na Casa, a base conseguiu aprovar a proposta. A oposição, no entanto, apelou ao Judiciário e ainda aguarda o resultado de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei. E não foi a única ação no Judiciário protocolada pela oposição, que alegando uso indevido da TV Educativa (do Governo do Paraná) também pediu providências contra o Executivo. (C.S.)





