''Queremos investir no turismo como gerador de emprego''
Folha - Qual será o orçamento de sua secretaria?
Canziani -Eu terei uma reunião técnica na terça-feira (amanhã) em Curitiba para ter informações e detalhes, inclusive sobre recursos. A verba da secretaria vem do governo federal, principalmente para qualificação de pessoal.
Folha - Quais serão suas metas frente à secretaria?
Canziani -Pretendo levar a experiência que tive na presidência da Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina) quando conseguimos atrair R$ 1 bilhão em investimentos, em parceria com o prefeito, que teve vontade política para atrair novas empresas. O governador, a vice e a nossa equipe de trabalho também colaboraram. Essa experiência está totalmente relacionada com a atividade da secretaria.
Folha - Quantos empregos estima-se que as novas empresas tenham gerado em Londrina?
Canziani - Mais de 7 mil. E essas indústrias que vieram para Londrina como a Dixie Toga e a Atlas tiveram funcionários qualificados em cursos de capacitação cujos recursos vieram da secretaria do Trabalho. Pode ter faltado até divulgação do que fez a secretaria. Mas pretendo dar continuidade a esse trabalho.
Folha - Além da continuidade que o senhor diz, quais são as outras metas?
Canziani - A meta atual, de qualificação, é fundamental. Quantas vezes recebi empresários aqui e eles queriam saber se existe mão-de-obra qualificada...
Folha - Inclusive a Atlas foi buscar trabalhadores em Campinas (SP) porque não conseguiu encontrar mão-de-obra especializada aqui.
Canziani - Mas a esmagadora maioria dos funcionários é de Londrina. Alguns poucos vieram de outros Estados porque não havia mão-de-obra qualificada e em alguns casos não haveria tempo. Queremos qualificar em todo o Estado. Outro área de fundamental na secretaria é o Proger, o Programa de Geração de Emprego e Renda. São financiamentos para o micro, o pequeno e o médio empresário para que eles possam alavancar sua atividade. É o Banco do Empreendedor que temos aqui em Londrina de uma forma mais ampliada. Também quero desenvolver uma ampla parceria com os conselhos municipais do Trabalho. Temos em praticamente todos os municípios e queremos fortalecer os conselhos. Quero andar muito pelo Estado, em contato com lideranças, visitando as regiões. Temos 17 núcleos da secretaria no Estado e vamos fortalecê-los. Tem também a questão do seguro-desemprego, além da intermediação da mão-de-obra. Tem também a Universidade Livre do Trabalho, com cursos, promoções.
Folha - O senhor tem algum projeto específico, criativo, que fuja desses atuais da secretaria?
Canziani - Vou ter primeiro que me inteirar bem dos projetos da secretaria, mas uma das áreas que vejo com potencial grande de crescimento, e aí temos a felicidade de ter o ministro (Rafael Greca), é a área do turismo. É incipiente do País. Se compararmos com outros países como França, Estados Unidos, o Brasil, por sua extensão territorial, pelas belezas naturais e suas condições climáticas, tem potencial enorme para crescer e o turismo é altamente gerador de emprego. E aí quando falo não é só do turismo para Foz do Iguaçu, das praias. É o turismo de negócios, de eventos, rural, da terceira idade.





