Arquivo Folha BRASÍLIA - A convenção nacional do PMDB foi palco ontem de várias manobras articuladas principalmente pelo prefeito de Contagem, Newton Cardoso (MG), e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (v.foto). As articulações começaram por volta do meio-dia, quando Newton Cardoso anunciou ao plenário da convenção que o PMDB só votaria a emenda da reeleição ‘‘depois de eleger o Temer’’ (Michel Temer, líder do PMDB, candidato à presidência da Câmara). E avisou: ‘‘Para garantir isto, tenho uns 30 votos na Câmara.’’
Logo depois, o ex-governador paulista chegou à convenção. ‘‘Temos 60 votos contrários à emenda da reeleição para os atuais cargos executivos’’, afirmou. ‘‘Este governo está prejudicando o País, e o voto contra a reeleição para os atuais mandatários mostra a nossa desconfiança neste governo.’’ Segundo Quércia, a preocupação no momento não é a emenda, mas as candidaturas às presidências da Câmara e do Senado. Para ele, a candidatura de Íris Rezende (PDMB-GO) à presidência do Senado é ‘‘a que mais representa o PMDB, com todo o respeito ao Temer’’. Em seguida, o ex-governador paulista foi para o plenário e discursou para um plenário lotado. Logo depois, o presidente da mesa, o deputado Marcelo Barbieri (SP), quercista, anunciou o quórum: 457 convencionais credenciados - superior ao quórum exigido, de 357. A moção assinada por 180 peemedebistas determina o adiamento da votação da emenda para 15 de fevereiro.

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