São Paulo - O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) disse ontem, em entrevista à rádio CBN, que os ataques entre ele e o PT são ‘‘coisas do passado’ e confirmou que existe um diálogo com os petistas para uma possível ‘‘aliança pelo crescimento do País’’.
Em uma nota divulgada ontem, o peemedebista afirmou que trabalha por uma coligação nacional entre PMDB e PT para a Presidência, com a indicação do vice na chapa liderada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva.
Na terça-feira, também já preparando terreno para um acordo entre os partidos, Lula fez ‘‘agrados’ ao ex-inimigo político. Segundo o petista, Quércia é inocente das acusações até que se prove o contrário - o peemedebista foi acusado de diversas irregularidades durante sua passagem pelo governo de São Paulo, entre 1987 a 1990, mas saiu ileso de todas.
Quércia trabalha na contramão da cúpula do partido, que já acertou uma aliança com o PSDB em torno da candidatura presidencial do tucano José Serra. Na entrevista, Quércia disse que a afirmação de que Lula não poderia dirigir nem um ‘‘carrinho de pipoca’, durante a campanha presidencial de 1994, ocorreu quando os dois disputavam uma eleição, e que declarações como essas acontecem nessas situações. À época, o petista respondeu: ‘‘É verdade que nunca dirigi um carrinho de pipoca, mas também nunca roubei pipoca’’.
O ex-governador, que preside o diretório estadual do PMDB, não confirma sua pré-candidatura ao governo do Estado, mas diz acreditar em sua vitória e que ele seria ‘‘a melhor opção’ entre os demais pré-candidatos.
O pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou sua disposição em formalizar uma aliança com o PMDB, relevando denúncias sobre Orestes Quércia. ‘‘O PMDB de São Paulo é muito mais que o Quércia’’.

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