'Quem quiser me vencer, vai ter que trabalhar muito'
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Leonencio Nossae Tânia Monteiro<br>Agência Estado 
Brasília - Na quarta festa do dia em comemoração a seu 64º aniversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que se sente muito bem disposto. ''Quem quiser me vencer, vai ter que trabalhar muito mais do que eu'', afirmou o presidente. Ao ser perguntado se queria, como presente, fazer a sua sucessora, respondeu: ''o maior presente de um cidadão que completa 64 anos é agradecer a Deus ter chegado inteiro aos 64 anos. Mas vamos deixar para fazer esta pergunta no ano que vem. Obviamente, que a eleição da continuidade do programa que nós estamos exercendo é um presente que vou pedir no meu aniversário de 2010''.
Lula recorreu à metáfora para definir seu estilo de vida: ''o jogo de futebol e da vida é ganho na disputa''. A um grupo de adolescentes que integram o Programa de Jovens Aprendizes do Banco do Brasil, e também participaram da festa, o presidente disse que é preciso ter persistência na vida. ''No mundo animal, não existe possibilidade de sobrevivência se a pessoa fraqueja. Sorte é a gente que faz. Se a gente perseverar, a gente não tem nem razão para desanimar''.
Lula lembrou que tinha razão de sobra para ter desistido, inclusive de concorrer à Presidência da República, após três derrotas. Ele contou que ouviu de companheiros que a sua candidatura à Presidência era ''fruta passada''.
A quarta festa para o presidente, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), teve apresentação do maestro João Carlos Martins, que tocou várias músicas. Ao término da apresentação, Lula ajudou os funcionários da presidência a empurrar o piano e brincou: ''sou um verdadeiro carregador de piano''.
Lula disse que ele e o País têm muito a comemorar e afirmou que pretende chegar aos 101 anos já comemorados pelo arquiteto Oscar Niemeyer e dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia.
Em entrevista, à saída da solenidade, o presidente falou de sua disposição. ''Quando estou em atividade, não me canso. Posso fazer discurso de manhã, à meia-noite, sou movido a motivação. Era assim também no movimento sindical. E não me vejo paralisado sem atividade política. Questionado se isso significava que, depois que deixasse o governo, voltaria à vida pública, riu e desconversou. ''Não é isso que estou falando'', afirmou.


