Quem perde e quem ganha
QUEM GANHA
- ANTONIO CARLOS MAGALHÃES O presidente do PFL foi um dos primeiros a sugerir a demissão do ministro para evitar maiores desgastes para o governo, e é um opositor ferrenho da criação do ministério da Produção. Também era contra a indicação de Mendonça de Barros para o cargo. Além de manter restrições à pessoa do ex-ministro - considerado arrogante - quer preservar e, de preferência ampliar o espaço do seu partido no segundo governo.
- JOSÉ SARNEY Sogro de Jorge Murad, sócio de Carlos Jereissati em um empreendimento imobiliário, o ex-presidente atuou nos bastidores da eclosão do escândalo do grampo no BNDES.
- PMDB O partido, magoado com os tucanos por causa da campanha eleitoral, vê-se livre do ministro que mais atuou para alavancar candidaturas dos políticos tucanos e ainda ganha uma brecha para conquistar mais espaço no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso.
- PEDRO SIMON O senador gaúcho volta à cena política, depois de amargar ostracismo, protagonizando o fato político da semana: pediu a renúncia a Mendonça de Barros durante o seu depoimento no Senado.
- PEDRO MALAN E GUSTAVO FRANCO O ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central perdem o mais enfático opositor à política econômica atual. Durante a eclosão da crise financeira da Ásia, Mendonça de Barros chegou a defender uma virada do modelo, com a aceleração da desvalorização do real. O ex-ministro vinha participando das reuniões do presidente com a área econômica.
QUEM PERDE
- FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pressionado pelos aliados mais próximos, o presidente viu-se obrigado a aceitar a demissão de três dos seus principais colaboradores e amigos chegados, comprometendo projetos importantes do seu segundo governo e sua própria autoridade.
- OS IRMÃOS MENDONÇA DE BARROS José Roberto e Luiz Carlos saem do governo com a credibilidade arranhada e ainda perderam espaços importantes, que já estavam reservados para o segundo mandato do presidente.
- JOSÉ SERRA O ministro da Saúde perde seu principal interlocutor e operador na briga pelas mudanças na atual política econômica.
- PSDB O partido do presidente sai enfraquecido do episódio com a exposição pública de dois dos seus mais importantes quadros. Perde espaço no governo e terá de brigar com ainda mais força para crescer no segundo mandato.





