Quem perde com a falta de recursos é a população
Curitiba No final de setembro, os repasses do FPM feitos pela Secretaria do Tesouro Nacional caíram 37%. Com isso as cidades cortaram dinheiro para saúde, educação, assistência social, pavimentações, reformas, entre outras áreas. Nas últimas semanas, a Folha mostrou o impacto direto dessa falta de dinheiro na vida da população, que recebe um atendimento pior por parte do poder público.
O repasse do fundo depende do tamanho da população e é composto com dinheiro arrecadado do Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com o aumento das restituições do IR, o volume destinado aos municípios caiu.
Entre outros exemplos, a Folha mostrou que no pequeno município de General Carneiro (36 km a sudoeste de União da Vitória), onde existem 1.819 alunos matriculados na rede municipal, ficou prejudicada a aquisição de materiais pedagógicos como computadores, vídeos, aparelhos de tevê, além da impossibilidade de construção de de mais salas de aula para suprir a demanda na cidade quatro salas, duas urbanas e duas rurais. Outro caso foi o de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), onde a previsão de aumentar o número de equipes do programa Saúde da Família está sendo revista. (M.D.)





