O deputado federal Joaquim dos Santos Filho (PFL), pai do ex-secretário e ex-presidente da Leasing, Osvaldo Magalhães dos Santos, disse ontem à Folha que a família não teme o rastreamento nas contas, pelo BC, autorizado pela 2ª Vara da Fazenda Pública. ‘‘Quem não deve não teme. Se houve uma decisão judicial nesse sentido, é bom que ela seja cumprida para acabar de uma vez por todas com essa coisa’’, declarou.
Magoado com os rumos do caso, o deputado disse que pretende acionar um grupo de advogados que assessora sua família para acompanhar as movimentações do inquérito civil instaurado pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. ‘‘Eu me formei em direito e sei que o encaminhamento é esse, mas tudo é muito doloroso para mim’’, considerou. Joaquim dos Santos Filho defendeu a idoneidade do filho e sua inocência.
A Folha não conseguiu contato com a mulher do ex-secretário, Louise Luvizzotto, que atualmente mora em Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa), para saber o que ela pretende fazer para evitar que o espólio de Osvaldo Magalhães dos Santos passe a condição de réu, no caso de uma ação popular vir a prosperar. Louise está no exterior, em Miami, nos Estados Unidos, e não tem data para retornar ao País.
Osvaldo Magalhães dos Santos sempre evitou de falar em público sobre a sua gestão na Banestado Leasing. Nas poucas vezes que respondeu as abordagens dos jornalistas, disse não ter autorizado nenhuma operação irregular para facilitar empresas. No governo, tinha defensores.
Além do governador Jaime Lerner, com quem mantinha um excelente relacionamento - Osvaldo frequentava a casa do governador -, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, também manifestava apoio. Em entrevista à Folha, Gionédis disse não ter dúvidas da inocência dele. (L.D)

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