Quem é quem na guerra fiscal
Quem é quem na guerra fiscal
- Mário Covas (PSDB, foto) O governador de São Paulo baixou decreto, em dezembro, sobretaxando o ICMS na circulação de mercadorias de empresas que tenham tido incentivos fiscais em outros Estados. A medida atingiu a indústria de embalagens do Paraná e a automobilística na Bahia. Covas centralizou as críticas contra Bahia e Paraná, conseguiu o apoio do presidente da República e ameaçou os demais Estados a adotar um plano de incentivos fiscais. Disse que Lerner só fala asneiras quando assunto é guerra fiscal.
- Jaime Lerner (PFL, foto) Acusou Covas de querer camuflar problemas ao reativar a polêmica da guerra fiscal. Durante as últimas semanas, o governador do Paraná tem negado que tenha dado incentivos extras, além dos fiscais, para as indústrias. Assinou acordo com a montadora francesa Renault, em Paris, para receber novo investimento industrial, e disse antes de embarcar que Covas é um chorão fora de hora. Lerner tem defendido a desconcentração de investimentos industriais de São Paulo e batido na tecla de que os incentivos que tem dado já existem há 30 anos.
- Olívio Dutra (PT, foto) O governador do Rio Grande do Sul, em janeiro, disse que seguiria o exemplo de São Paulo e ameaçou retaliar Estados que praticassem a guerra fiscal. Ganhou no Supremo uma ação que obrigou Paraná e São Paulo a reajustarem as alíquotas de ICMS de alguns produtos. No tiroteio dos últimos dias, criticou a ação da Bahia que enviou secretários de Estado a Porto Alegre para convencer empresários a trocar o Rio Grande do Sul pela Bahia.
- César Borges (PFL, foto) Acusou o governo federal de ser o responsável pela guerra fiscal nos Estados. O governador baiano garantia que seu Estado continuará com os incentivos para atrair empresas. É acusado de ter enviado ao Rio Grande do Sul secretários para roubar empresas gaúchas. Tem o respaldo do padrinho, o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL), que, tomou as dores e partir ao ataque sobre Mário Covas.





