Queda em bolsas não foi influenciada só por pesquisas
Queda em bolsas
não foi influenciada
só por pesquisas
O presidente da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), Alfredo Rizkallah, disse ontem que o crescimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência não foi o único fator a influenciar a queda no mercado de ações registrada anteontem.
Rizkallah disse que um conjunto de fatores ampliou os pontos negativos da área econômica. Segundo ele, é como se a soma de dois mais dois desse cinco. Nós vamos ter um período bastante movimentado nos meses que antecedem a eleição, afirmou.
Além da aproximação de Lula e do presidente Fernando Henrique Cardoso nas pesquisas, os fatores que contribuíram para a queda no mercado de ações foram a situação da Rússia e a perspectiva de piora no resultado das contas públicas. Segundo ele, o mercado de ações trabalha com expectativas e esses fatores afetaram as expectativas.
Rizkallah disse ainda que, nos últimos 30 dias, não houve deterioração na situação econômica. Segundo ele, o nervosismo do mercado acontece porque ainda falta amadurecimento ao sistema político brasileiro. Em outros países, as mudanças no quadro eleitoral não afetam o mercado de ações. Apesar dessa análise, o presidente da Bovespa afirmou ainda que o momento de pessimismo pode estar passando.
Ontem, por exemplo, a Bovespa fechou com alta de 5,67%. Podemos estar saindo de um momento de pessimismo, afirmou Rizkallah, após reunião com o ministro Pedro Malan (Fazenda), no final da tarde. O presidente da Bovespa disse ainda que a crise nos países do Sudeste Asiático, iniciada no final de 1997, está provocando um movimento de saída do capital estrangeiro dos países emergentes. No mercado financeiro, essa transferência de recursos é chamada de fuga pela qualidade, disse. (AF)





