Queda do FPM é pior em municípios menores
Curitiba - Situação oposta é vivida pelo prefeito de Londrina, Nedson Micheletti (PT), que foi se solidarizar ao movimento apesar de ter resolvido manter as portas da prefeitura abertas. Londrina não vive de recursos federais e tem como principal fonte de receitas os recursos municipais como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto Sobre Serviços (ISS) e Imposto para Proprietários de Veículos Automotores (IPVA). Ao todo são R$ 525 milhões arrecadados, sendo que 15% provém do FPM. Mesmo assim, Micheletti se diz solidário e pede a aprovação urgente da reforma tributária. ''Os municípios que não se preveniram estão começando a ter dificuldades. Isso porque o ano começou animado e houve uma expectativa de crescimento do bolo do FPM. Não houve crescimento, mas nem redução. Quem não se preveniu ficou em dificuldades'', disse o prefeito.
Uma das estratégias que Micheletti afirma que usou para evitar a crise foi a contenção de despesas de março deste ano, com redução de gastos previstos em R$ 25 milhões até o final do ano. Com isto, ele garante que não terá que fechar as portas ou dar férias coletivas em dezembro e janeiro. Os prefeitos parados ontem decidiram que irão fechar em férias entre os dias 15 de dezembro e 31 de janeiro. O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), também não precisou fechar as portas das repartições públicas ontem, mas foi se solidarizar aos demais prefeitos. Com números em mãos, ele mostrou que Curitiba também teve queda de receita por conta da redução do FPM em setembro. O município recebeu R$ 7,2 milhões em julho, R$ 7,4 milhões em agosto e R$ 6,2 milhões em setembro.
''Para um município como Curitiba, que tem outras receitas mais importantes, o impacto pode não ter sido tão grande. Mas sabemos das dificuldades dos demais municípios paranaenses. A reivindicação deles é justa. Temos que rever o pacto federativo e dividir o bolo da contribuição nacional'', ponderou Beto. Curitiba conseguiu sanear as dívidas com precatórios a serem pagos e conseguiu a certidão negativa do Tribunal de Contas (TC). Cerca de 32% das receitas correntes líquidas do município são gastos com folha de pagamento. (L.P.)





