Queda de FHC é oscilação, diz Amaral
Queda de FHC é oscilação, diz Amaral
Para porta-voz, pesquisa que indica redução de 40% para 34% na intenção de voto ao presidente não mostra tendência
Agência Estado
O governo considera a queda nas intenções de voto ao presidente Fernando Henrique Cardoso, revelada em pesquisa do Instituto Vox Populi, uma oscilação e não uma tendência. Segundo o porta-voz da Presidência, Sérgio Amaral, duas pesquisas do Ibope registram situação diferente. Nestas pesquisas, as intenções de voto do presidente são iguais ou se equiparam, dentro de pequenas margens de erro, à soma dos outros candidatos, disse Amaral.
A primeira pesquisa do Ibope foi divulgada no último final de semana e a segunda será divulgada em breve. De acordo com Amaral, a situação de Fernando Henrique nesta segunda pesquisa também é de equilíbrio, com a intenção de votos pró-FHC se equiparando à soma das intenções de votos dos demais candidatos.
Para o secretário, esta situação de equilíbrio não deve ser encarada como uma possibilidade de que haja segundo turno nas eleições de outubro. O equilíbrio não aponta nem 1º, nem 2º (turnos), afirmou. Há uma situação de imprevisibilidade e não se tem certeza ou indicação segura nem numa direção, nem em outra.
Amaral acrescentou ainda que na pesquisa do Vox Populi - que apontou uma queda de 40 para 34% nas intenções de voto pró-FHC - pode ter havido uma oscilação ou um impacto do momento em que ela foi elaborada.
Há várias explicações, intermináveis: pode ter sido pelo impacto de declarações do presidente, pode ter sido por outros fatos ou até mesmo por questões de metodologia da pesquisa, argumentou Amaral, quando indagado se as declarações de Fernando Henrique chamando de vagabundos os que se aposentam antes dos 50 anos de idade podem ter influenciado o resultado da pesquisa.
Amaral disse que o presidente Fernando Henrique não quis comentar as pesquisas e acrescentou. Eu volto a repetir: o presidente não comenta pesquisas.





