Arquivo FolhaDiscretaEmília Belinati diz que ainda não decidiu se concorre para o Senado ou repete a dose para como viceDiscrição é a marca registrada da vice-governadora Emília Belinati, 52 anos, primeira mulher do Estado a chegar ao cargo. Em contrapartida, o Paraná nunca teve deputada federal, nem senadora. O nome de Emília está sendo cogitado para o Senado, mas ela ainda não decidiu se aceita o desafio ou se repete a dose como vice de Lerner em 98. Apesar de jurar que ainda está indecisa, os olhos da vice brilham e suas palavras são bem mais generosas quando se trata de uma possível candidatura ao Senado.
‘‘Seria excitante, desafiador e o apelo está na boca das pessoas. Encontro mulheres, jovens e lideranças do Paraná que estão incentivando a minha candidatura. Isso é muito gratificante porque surgiu espontaneamente e demonstra confiança e respeito no nosso trabalho’’, diz Emília, entusiasmada.
Quando explica o porquê de analisar uma possível recandidatura a vice, Emília demonstra menos empolgação. ‘‘Como vice, podemos dar continuidade ao trabalho que já desenvolvemos’’. Ela reconhece, porém, que como senadora teria mais poder de decisão, fato que não ocorre em seu cargo. ‘‘No Senado você é o dono do seu espaço. Como vice, você vive mais na expectativa, é um trabalho mais de bastidor’’, explica, deixando transparecer uma certa frustração. Mas logo volta ao discurso que vem repetindo: ‘‘Quero servir ao povo do Paraná, onde for melhor’’.
Emília Belinati vive sua segunda experiência política - a primeira foi como deputada estadual, de 1990 a 1994, estimulada pelo marido, Antonio Belinati, por familiares e lideranças. Ela admite que no início relutou em aceitar uma candidatura. ‘‘Tinha medo da prática de fazer política, que geralmente está associada a sujeira, ao jeitinho’’, confessa. ‘‘Mas percebi que é necessário dar uma contribuição de acordo com os meus princípios’’, emenda.
A vice-governadora afirma que é possível fazer política mesmo chocando-se com grandes interesses. ‘‘São interesses de todos os lados’’, admite. ‘‘Mas a comunhão com Deus e a manutenção da serenidade, tranquilidade e da honestidade garantem a preservação dos princípios e que a condição de vida das pessoas seja melhorada’’, explica ela, que é evangélica. (P.Z.)

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