Queda de braço paralisa parte da Lava Jato
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
Talita Fernandes, Beatriz Bulla e Andreza Matais<br>Agência Estado 
Brasília - O desentendimento entre a Procuradoria-Geral República (PGR) e a Polícia Federal (PF) sobre o papel de cada órgão na condução das investigações paralisou parte da Operação Lava Jato envolvendo os políticos supostamente envolvidos no esquema de corrupção.
A queda de braço levou o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, a suspender na quarta-feira parte das diligências, a pedido da procuradoria, rejeitando a solicitação de prorrogar os prazos feita pela PF. Na visão de investigadores do Ministério Público houve um problema na "marcha" das investigações e será necessário agora um "freio de arrumação" antes de retomar o calendário de oitiva dos políticos.
Em meio ao desentendimento, houve uma conversa entre os chefes dos dois órgãos, o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para atender ao pedido de Janot, Zavascki cita decisões do início de março, no momento da abertura dos inquéritos de políticos investigados na Lava Jato. Na ocasião, o ministro do Supremo apontou que o procurador era o "condutor incontestável das investigações".
Para a PGR, a PF não está seguindo orientações para condução das diligências, como por exemplo, a ordem da tomada de depoimentos dos políticos. No total, o Supremo autorizou a abertura de 26 inquéritos no STF, que envolvem 50 pessoas. A reportagem apurou que no entendimento da PGR essa "autonomia" da PF está prejudicando o andamento das investigações.


