Quebra de sigilo será investigada
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quinta-feira, 12 de dezembro de 1996
Agência Estado e Redação 
BRASíLIA - O governo reconheceu, na prática, que houve quebra do sigilo bancário de seis parlamentares do PPB correntistas do Banco do Brasil, ao determinar a abertura de uma sindicância interna para apurar as responsabilidades pelo vazamento. A medida foi anunciada ontem pelo ministro dos Assuntos Políticos, Luiz Carlos Santos, após uma reunião de uma hora com o presidente do PPB, senador Esperidião Amin (SC), que divulgou uma lista, supostamente elaborada no BB, com a relação de dívidas dos parlamentares.
Tudo indica que houve uma operação de quebra de sigilo, admitiu o ministro, três dias depois da divulgação do episódio. O governo tratava o assunto com desdém, mas após parlamentares do PPB divulgaram, anteontem, cópias da lista do BB, o presidente Fernando Henrique Cardoso chamou a seu gabinete o ministro Santos e o líder do governo na Câmara, deputado Benito Gama (PFL-BA) e ordenou: Vão fundo, fundo, mesmo. Se tem vazamento, quero punição exemplar.
Paranaenses - Dois deputados paranaenes integram a lista do BB: José Janene e Dilceu Sperafico. Cauteloso, Sperafico evita julgamentos. O deputado disse não ter certeza se a quebra do sigilo bancário e a consequente elaboração da lista de correntistas é obra do governo. Segundo ele, o momento é de achar os culpados. Não queremos sacrificar a diretoria do Banco do Brasil, porque pode ser obra de um pilantra lá de dentro.
José Janene enfatiza que os diretores do BB cometeram um crime e, com certeza, irão para a cadeia, sem contar os processos indenizatórios que terão que responder. O deputado, entretanto, disse não acreditar na participação do presidente da República ou do governo no episódio: Foi coisa boba, de diretores do BB.


