Brasília - A proposta de quebra de sigilo contábil do diretório do PT nacional abriu nova frente de disputa na CPI dos Correios entre governistas e oposicionistas. O relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), apresentou o requerimento para obter as informações sigilosas. O pedido partiu, nos bastidores, dos consultores e técnicos da CPI, que desconfiam de informações erradas provenientes das quebras de sigilo bancário e fiscal do Partido dos Trabalhadores.
Porém, Serraglio foi o alvo da pressão dos petistas, que pedem agora ao relator que peça a quebra do sigilo de outros partidos, como o PSDB. ''A resistência (dos petistas) é porque pareceria que eu estaria incidindo sobre o PT. Como tem conotação política, talvez tenha que aceitar os pedidos e equilibrar isso'', afirmou o relator.
Para não acirrar os ânimos e não provocar novas disputas no interior da comissão, o debate sobre o assunto foi adiado para a semana posterior ao Carnaval.
Na sessão administrativa de ontem, quando seriam votados requerimentos polêmicos como a convocação do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), além da quebra de sigilo do PT, poucos parlamentares apareceram e não houve quórum para votações.
Os dois depoimentos da CPI dos Bingos marcados para ontem também foram cancelados por falta de quórum. Os senadores iriam ouvir o ex-tesoureiro do PPS Evaldo Rui Vicentini e o motorista Francisco das Chagas Costa, que prestou serviços a Rogério Buratti, Vladimir Poleto e ao empresário Roberto Carlos Kurzeil durante viagem a Brasília em 2002.
O relator da CPI, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse que na primeira semana após o Carnaval os depoimentos serão remarcados. A CPI dos Correios também cancelou os depoimentos na sub-relatoria de Fundos de Pensão. Os depoentes alegaram problemas de agenda (leia mais sobre a CPI dos Bingos na Pág. 5).

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