São Paulo - São 14 os bancos que tiveram até agora o sigilo das contas quebrado na agência do Banestado de Nova York. Seis têm ou tinham sede no Brasil, três em Grand Cayman e dois são paraguaios. Uruguai, Antígua e Bahamas têm, cada um, uma instituição financeira na lista. Ao todo, eles movimentaram, segundo o exame financeiro dos peritos criminais da Polícia Federal (PF), US$ 27,1 bilhões entre abril de 1996 e dezembro de 1997. O que a PF e a Procuradoria da República querem com a quebra do sigilo é separar o dinheiro que entrou nas 137 contas de forma lícita e o que era resultado de remessas ilícitas. De fato, de 1996 a 1997, foram creditados US$ 48,1 bilhões nas contas investigadas, dos quais US$ 15 bilhões seriam de origem ilícita - outros US$ 15 bilhões suspeitos teriam saído do Brasil até março de 1999, quando a agência do Banestado de Nova York fechou as portas. Outra dificuldade para a PF é que parte do dinheiro saiu de outros países da América Latina ou foi creditado nas contas por titulares de outras contas daquela agência do Banestado - US$ 15,6 bilhões foram movimentados dessa forma. (A.E.)

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