Quebra de contrato prevê indenização milionária
Curitiba A Tradener iniciou as atividades com um capital social de R$ 10 mil, que hoje já está avaliado em R$ 1,35 milhão. Uma cláusula prevê que, caso o contrato seja rescindido, a Copel teria que ressarcir a Tradener R$ 20 milhões. O contrato firmado pelo governo já foi parar na Justiça e ficou suspenso um período por ordem judicial. O advogado Carlos Abrão Celli entrou com ação popular questionando o contrato.
A denúncia que pesa contra a Copel é o fato de a mesma ter feito sociedade participando como minoritária, o que seria contrário à lei federal e sem respaldo de lei estadual. Questionou-se também, na ação popular acolhida pela Justiça, os critérios de escolha da Logos e da D.G.W., que não precisaram se submeter a um processo de licitação.
A Logos é uma prestadora de serviço que atua com gerenciamento e planejamento. A D.G.W. tem como atividades econômicas serviços de locação, arrendamento e intermediação de bens imóveis e como holding (controladora de participações societárias), segundo documentação da Junta Comercial.
Quando a Tradener foi formada, em 1998, a Copel tinha 45% da sociedade e a Logos Engenharia 55%. O ex-diretor da Copel Walfrido Ávila, que havia sido indicado pela estatal para gerenciar a Tradener, hoje é um dos sócios da D.G.W. e atua como diretor-presidente da Tradener, com sede em Curitiba.





