Quatro testemunhas foram ouvidas nesta sexta-feira (6) pela CP (Comissão Processante) aberta na Câmara Municipal de Londrina que apura suposta quebra de decoro parlamentar cometida pelos vereadores afastados Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) O depoimento mais longo (uma hora e meia) foi do agricultor Júnior Zampar, considerado testemunha-chave, e suposta vítima do esquema deflagrado pela Operação ZR3 do Gaeco (Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Zampar saiu sem falar com a imprensa. O segundo a ser ouvido foi Carlos Zampar, primo de Junior, que também aparece no processo criminal como testemunha de acusação. O servidor público Ossamu Kaminagakura (ex-diretor de Loteamentos) ficou apenas cinco minutos e não respondeu às perguntas dos vereadores. Luiz Guilherme Alho (ex-membro do Conselho Municipal da Cidade), suposto lobista, também depôs por cerca de uma hora. Além de testemunhas, Alho e Kaminagakura são réus na ação penal que corre na 2ª Vara Criminal Londrina.

Imagem ilustrativa da imagem Quatro são ouvidos em primeira rodada de depoimentos da Comissão Processante
| Foto: Guilherme Marconi/Grupo Folha



Até a decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Emil Gonçalves, que suspendeu a apuração legislativa, a CP havia funcionado por 30 dias. De acordo com o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia, os vereadores que integram o grupo têm pouco menos de 50 dias para concluir a investigação. O relatório que pode indicar a cassação ou não dos mandatos de Alves e Takahashi será elaborado por João Martins.

(com informações do repórter Guilherme Marconi, da Folha de Londrina)

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