A Comissão Parlamentar Especial da Assembléia Legislativa, criada para acompanhar as investigações do Ministério Público em torno dos desvios na Prefeitura de Maringá, deve começar a funcionar nesta semana. Os sete partidos que compõem a comissão indicaram seus representantes ontem, cumprindo o prazo estabelecido pelo presidente da Casa, Hermas Brandão (PTB). Hoje deve ser eleito o presidente.
O controle da comissão está nas mãos da base aliada ao Palácio Iguaçu. Quatro integrantes são governistas: Ademar Traiano (PTB), Geraldo Cartário (PSL), Plauto Miró Guimarães (PFL) e Duílio Genari (PPB). Da oposição, foram escolhidos Hermes Fonseca (PT), Nereu Moura (PMDB) e José Maria Ferreira (PSDB). A princípio, a oposição ficaria com apenas duas vagas (PT e PMDB). Mas o deputado Sérgio Spada, líder do PSDB, que integra a base de sustentação ao governo, indicou José Maria Ferreira – único tucano oposicionista. Ferreira vai engrossar o coro que defende investigação e não apenas acompanhamento do caso.
A comissão foi criada graças a um acordo entre oposição e situação, depois que o ex-secretário de Fazenda de Maringá Luis Antônio Paolicchi afirmou em depoimento à Justiça Federal, no dia 23 de fevereiro, que as campanhas do governador Jaime Lerner (PFL) e do senador Alvaro Dias (PSDB) receberam recursos da Prefeitura de Maringá. Paolicchi, que está preso em Maringá, é acusado pelo desvio de recursos da Prefeitura. O Tribunal de Contas do Estado (TC) já comprovou desvios de R$ 54 milhões. O governador e o senador tucano sustentam que as declarações de Paolicchi são inverídicas.

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