Curitiba - Quatro candidatos devem disputar uma vaga aberta no conselho do Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Estão na disputa pela cadeira do conselheiro Henrique Naigeboren, que se aposentou, o secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, o procurador do Ministério Público junto ao TC Gabriel Guy Léger e os deputados estaduais Durval Amaral (DEM) e Caíto Quintana (PMDB). Eles terão cinco dias de prazo, a contar de hoje, para se inscrever para a disputa. O TC comunicou oficialmente ontem a existência de uma vaga para o seu conselho e mexeu com os bastidores da Assembléia.
A definição do escolhido cabe aos 54 deputados estaduais e a votação deve ocorrer antes do recesso parlamentar, a partir do próximo dia 17. A partir de hoje os líderes de partidos e blocos na Casa também podem indicar membros para a comissão especial que ficará responsável pela análise das candidaturas. A comissão será formada por cinco membros: um indicado pelo PMDB, um pelo PSDB, um pelo PT, um pelo DEM e um indicado em conjunto pelo PP, PDT e três blocos (PSB, PRB e PV; PTB e PR; PPS e PMN).
Durval, que em 2006 já havia tentado ocupar a cadeira deixada por Quielse Crisóstomo da Silva, falecido naquele ano, reclamou da pressão em torno do nome do irmão do governador do Estado, Maurício Requião. ''Não há isenção do parlamentar quando é o próprio governador quem chama para votar. Ninguém vai se sentir à vontade'', disse. Nas duas disputas anteriores, os nomes preferidos do governador para o TC - Orlando Pessuti e Hermas Brandão - venceram a eleição no Legislativo. Apesar da vitória, Pessuti não chegou a assumir o posto e uma nova eleição, daí vencida por Brandão, foi organizada.
Durval enfatiza que a eleição agora terá um diferencial: o voto não será secreto, ao contrário das disputas anteriores. ''Minha preocupação é com o constrangimento dos parlamentares, caso eles queiram votar em mim. Se for confirmada a inscrição do Maurício, o 'candidato' será o próprio governador Requião.'' O líder do governo Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), nega que Requião esteja fazendo pressão pela aprovação do nome do irmão. ''Quem está indicando o Maurício é a bancada do PMDB. O fato dele ser o irmão do governador é uma coincidência'', disse.

mockup