O segundo-tenente da Polícia Militar (PM) Alberto Santos Silva não compareceu para prestar depoimento ontem à tarde ao juiz da 2ª Vara Criminal da Central de Inquéritos, Sérgio Rolanski. Ele é acusado de participar do atentado à Promotoria de Investigações Criminais (PIC), ocorrido no dia 29 de dezembro em Curitiba, e seu depoimento era considerado o principal dos oito previstos para ontem. Além dele, faltaram ao interrogatório três acusados.
O segundo-tenente está detido no quartel do Comando Geral da PM. O não comparecimento dele aconteceu por um desencontro de informações. É que a ordem da Vara de Execuções Penais era para buscar apenas os acusados recolhidos no Presídio do Ahú (o sargento Ademir Leite Cavalcante, o policial civil Edson Clementino da Silva e o taxista Alexsandro Ribeiro) e no distrito policial – caso do discotecário Emerson Vieira.
O juiz marcou o depoimento do segundo-tenente para o dia 3 de março. A expectativa é que na ocasião também compareçam o segurança Marco Aurélio Pinho (que responde ao processo em liberdade), o advogado Antônio Pellizzetti e o policial civil Marco Canuto. Os dois estão com a prisão preventiva decretada e desaparecidos. Os quatro depoimentos na Vara Criminal foram feitos a portas fechadas e o juiz preferiu não conceder entrevista.
O Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), da Polícia Militar, afastou esta semana o cabo João Scizipanski por suposta ligação com o atentado. O número do telefone dele aparece diversas vezes no relatório da quebra de sigilo telefônico do sargento Cavalcanti. O Gerco é formado por PMs que auxiliam no trabalho de investigação de casos analisados pela PIC. Enquanto as investigações estiverem em andamento, ele ficará prestando serviço administrativo no quartel. O cabo foi procurado, mas não foi encontrado.

mockup