Quase vazia, convenção aprova aliança com tucanos
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quarta-feira, 21 de junho de 2006
Felipe Recondo<br> Folhapress 
Brasília - A convenção do PFL homologou ontem a chapa formada por Geraldo Alckmin (PSDB) e José Jorge (PFL) para a Presidência da República. O evento foi esvaziado e de baixo custo. Apenas 300 pessoas ocuparam o auditório do Senado, que ficou com filas de cadeiras praticamente vazias. O número é inferior, inclusive, ao reunido durante a convenção do PFL de Brasília, na semana passada cerca de 30 mil.
Além disso, parte dos presentes formava a claque levada por apoiadores de José Roberto Arruda, candidato do PFL ao governo do Distrito Federal. Alckmin chegou ao auditório com uma hora e meia de atraso. Os senadores César Borges (PFL-BA) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), chamados para compor a mesa, chegaram depois do candidato. O coordenador da campanha tucana, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), apareceu somente meia hora depois de Alckmin ter chegado à convenção do PFL.
Durante os discursos que antecederam a fala de Alckmin, senadores do PFL e do PSDB deixaram a convenção. As críticas mais contundentes ao governo Lula mais uma vez foram de autoria de José Jorge, que chamou o presidente de ''nordestino desnaturado''. Alckmin, por sua vez, repetiu as críticas de que a política do governo atual é atrasada, que o presidente aparelhou o Estado e ''usou dinheiro público de forma indevida'', reclamou dos gastos de publicidade do governo e das inaugurações de pedras fundamentais e obras sem, por exemplo, licença ambiental para serem feitas.
Ao final, quando deixava a convenção, foi seguido por pefelistas que gritavam incessantemente o nome de José Roberto Arruda, que não estava ao lado de Alckmin. A insistência da claque levou um assessor de Alckmin a pedir que os eleitores de Arruda suspendessem a gritaria, até porque ninguém gritava o nome do candidato à Presidência.


