Brasília - Levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que, durante o governo Lula (janeiro de 2003 e dezembro de 2010), 2.969 punições expulsivas foram aplicadas a servidores por envolvimento em práticas ilícitas. Segundo o estudo, que consolida as informações sobre demissões, destituições de cargos comissionados e cassações de aposentadorias aplicadas a servidores públicos do Poder Executivo Federal, desse total de penas, as demissões totalizam 2.544 casos; outras 247 referem-se a destituições de cargos em comissão; e 178 a cassações de aposentadorias.
Segundo os dados divulgados pela CGU, só no ano de 2010, foram 521 servidores penalizados por práticas ilícitas no exercício da função, o que significa um aumento de 18,94% ante 2009, quando 438 agentes públicos foram expulsos do serviço.
De acordo com o levantamento, no acumulado de 2003 a 2010, o principal motivo das expulsões foi valer-se do cargo para obtenção de vantagens, o que correspondeu a 1.579 casos (33,48% do total). Em seguida, vem os casos de improbidade administrativa (933 casos), as situações de recebimento de propina (285) e os de lesão aos cofres públicos (172).

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