Um levantamento divulgado ontem pela revista Congresso em Foco revelou que dos 594 congressistas brasileiros, 191 respondem a inquéritos ou ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). É o maior número desde 2004, quando a pesquisa começou a ser feita. Na lista, estão nove paranaenses: o senador Roberto Requião (PMDB) e oito deputados federais, Abelardo Lupion (DEM), Alfredo Kaefer (PSDB), Dilceu Sperafico (PP), Edmar Arruda (PSC), Giacobo (PR), Luiz Carlos Setim (DEM), Ratinho Júnior (PSC) e Takayama (PSC).
O ex-governador do Paraná Roberto Requião responde a quatro investigações no STF por calúnia, difamação e injúria, sendo duas ações penais e dois inquéritos. Uma das ações é movida pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que foi acusado por Requião de ter proposto superfaturamento em uma obra ferroviária, em 2010. Além destes, o senador também é investigado em mais três inquéritos, por desacato, crimes de responsabilidade e questões eleitorais. A assessoria do peemedebista foi procurada mas não se manifestou sobre o assunto.
Entre os deputados, Alfredo Kaefer responde a um inquérito por crimes eleitorais, mas informou ao Congresso em Foco que ''as denúncias foram contestadas no tempo oportuno e certamente serão julgadas improcedentes''. Já Dilceu Sperafico responde a uma ação penal por apropriação indébita, mas afirmou via assessoria que o processo é ''injusto e originado por denúncias infundadas de adversários''.
Edmar Arruda responde a um inquérito por crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético, mas ressaltou por nota que ''as investigações prosseguirão em desfavor dos verdadeiros responsáveis''. Já Giacobo, que tem uma ação penal por falsidade ideológica e um inquérito de crime contra a ordem tributária, alegou que ''todos os processos já foram encerrados'', apesar de eles ainda estarem ativos no site do STF na internet. Luiz Carlos Setim, que responde a um inquérito relacionado a crimes da Lei de Licitações, informou que ''o ministro relator do caso, no STF, não acolherá a denúncia, tendo em conta a absoluta ausência de justa causa para a ação penal''.
Os deputados Abelardo Lupion, que responde a uma ação por crimes eleitorais; Ratinho Júnior, alvo de três inquéritos também por crimes eleitorais; e Takayama, que responde a uma ação penal por peculato, estelionato e crimes contra a ordem tributária, além de um inquérito por peculato, foram procurados pela reportagem mas não enviaram respostas sobre o assunto.

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