'Quanto pode valer um banco?', indaga ex-senador do PR
Quanto pode valer
um banco?, indaga
ex-senador do PR
Acionistas, ex-administradores e o povo brasileiro que se descapitalizou de um patrimônio de US$ 3 bilhões foram os grandes perdedores com a venda do Bamerindus, na opinião do ex-senador e ex-ministro José Eduardo Andrade Vieira, em depoimento ontem à CPI dos Bancos. O Banco Central nada perdeu, afirmou.
Ele lembrou dos prejuízos dos acionistas do grupo Bamerindus que nunca foram especuladores, mas sim aplicadores permanentes em ações do grupo, muitos dos quais aplicando em ações há mais de 25 anos. Andrade Vieira afirmou que o grupo Bamerindus tinha mais de 50 mil acionistas, empregava mais de 20 mil pessoas de modo direto e estava representado em 800 cidades.
Quanto pode valer um banco com mais de 1.200 agências em todos os Estados brasileiros? Uma estrutura de informática ajustada para as necessidades do ano 2000? Uma rede com mais de 150 agências em São Paulo (capital) e mais de 350 na região do ABCB? Um banco que no ranking ocupava o 2º lugar entre todos os bancos privados nacionais? Dono da 4ª maior empresa de seguros do País?, questionou. Segundo Andrade Vieira, o banco chegou a ser também o maior em operações no comércio exterior.
Ele lembrou que os administradores das empresas sob intervenção e agora em liquidação continuam com seus bens indisponíveis, inclusive ele próprio. Mantive-me em silêncio até o presente momento visando preservar os interesses dos acionistas, administradores e preservar o andamento de processos judiciais, mas, convocado pelos senhores, é indispensável que estes fatos venham a público. (P.Z.)





