Quando não prometem o que já existe, não detalham
Curitiba - Se algumas propostas parecem irreais, outras o eleitor pode acreditar que vão ser colocadas em prática. Um exemplo é a promessa de Vanhoni em ''criar uma central de inteligência e operação, que vai montar base de dados com a localização do mapa da violência para orientar o trabalho dos policiais''. O governo do Estado, aliado do petista, hoje tem pronto um sistema chamado de geoprocessamento, que é um projeto exatamente como a descreve o plano de Vanhoni. E o piloto já está sendo implantado em Curitiba. Segurança é, inclusive, o principal alvo de promessas dos candidatos.
Armar a guarda municipal. É o que promete Mauro Moraes. Contudo, para isso é preciso uma autorização especial dos órgãos de segurança estaduais (Polícia Militar), explica o advogado criminalista Osmann de Oliveira. E isso não é tão fácil, segundo o advogado, e pela mesma razão que a integração da Polícia Militar e da guarda, prometida por todos, também é complicada.
''A Polícia Militar é auxiliar das Forças Armadas e uma disciplina própria parecida com a do Exército. O PM se submete a um regime grande de disciplina e a guarda não. Seria o mesmo que pegar um policial rodoviário federal e colocá-lo na Polícia Federal'', aponta.
Também como medida para melhorar a segurança, Moraes e Bertoldi prometem arrajar um jeito de cassar o alvará de bares onde acontecem muitas ocorrências policiais. Para muitos eleitores isso seria uma ótima medida, porém Oliveira lembra que há muitos anos os moradores da região central de Curitiba pedem o fechamento de boites que, além de incentivar a prostituição, aumentam o tráfico de drogas e as ocorrências policiais. Porém, a prefeitura nunca fez nada.
Já Beto Richa promete colocar horários de funcionamento e proibir a instalação de bares e afins perto de estabelecimentos de ensino. ''Em uma cidade do tamanho de Curitiba não acho possível. Se o bar estiver funcionando dentro da lei ninguém pode fazer nada'', explica. (A.B.)





