QUADRO ELEITORAL - Dança das cadeiras termina em eleição polarizada no PR
As negociações intensas dos últimos dias terminaram na formação de um quadro eleitoral polarizado logo no primeiro turno da disputa ao governo do Paraná. Embora sete nomes tenham se lançado na corrida ao posto máximo do Executivo estadual, apenas dois têm chances de ganhar a maioria dos votos: de um lado, Beto Richa (PSDB), aliado com PP, DEM e PPS; do outro lado, Osmar Dias (PDT), que nas costuras finais fechou com PMDB e PT. Seria polarizada por falta de outras opções, afirma o cientista político Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Mas, embora polarizada entre Osmar e Beto, os dois nomes são próximos: uma das possibilidades de aliança inclusive colocava Osmar candidato à reeleição ao Senado na chapa encabeçada pelo tucano. Beto apoiou Osmar no segundo turno das eleições de 2006, quando ele disputava o governo do Estado contra Roberto Requião (PMDB), hoje na disputa ao Senado justamente na chapa do pedetista. Na disputa de 2008, foi a vez de Osmar apoiar Beto em Curitiba. Para o cientista político Ricardo Oliveira, também da UFPR, vale a máxima da política mineira: Nunca fale tão bem de um aliado, já que, no futuro, ele pode ser seu adversário. Toda essa turma faz uma grande dança das cadeiras. Política não tem coerência, é feita de interesses pessoais, disse ele.
● Não há muita variação entre eles do ponto de vista ideológico, mas agora Osmar está sendo puxado mais para a esquerda e o Beto, para a direita
● Estuda a distribuição e transferência de poder dos sistemas e processos políticos. Envolve o estudo da estrutura governamental e organizacional





