Quadro de injustiça fiscal vai continuar, opinam vereadores
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sexta-feira, 06 de fevereiro de 2015
Loriane Comeli<br> Reportagem Local 
Na Câmara Municipal de Londrina (CML), os vereadores foram cautelosos ao comentar a decisão de Kireeff. Alguns acentuaram que o quadro de "injustiça fiscal" desenhado pelo Executivo prevalecerá; outros entenderam que prevaleceu o bom senso.
A vereadora Lenir de Assis (PT), que era contrária à PGV, afirmou que "o prefeito ouviu os anseios da população". "Realizamos audiência pública e ficou claro que a população não suportaria aumentos tão pesados quanto os previstos naquele projeto. Oneraria muito, sobretudo os mais pobres", analisou.
O vereador Mário Takahashi (PV), que presidia a Comissão de Finanças e concedeu parecer contrário à PGV, disse que "foi uma decisão acertada". "Neste cenário, acredito que prevaleceu o bom senso."
Para o ex-líder do Executivo e atual presidente da CML, Fábio Testa (PPS), trata-se de uma "decisão de bom senso", uma vez que "no cenário nacional e estadual houve inúmeros aumentos de impostos". "Para algumas pessoas, o aumento do IPTU pesaria bastante."
Questionado sobre o fato de ter defendido a revisão da planta, Testa disse que "nunca defendeu o projeto como estava, mas ajustes que poderiam levar à justiça fiscal". "Há contribuintes que pagam muito acima do que seria justo e muitos que pagam muito abaixo. Sempre defendi a justiça fiscal, sem um viés arrecadatório."
Sandra Graça (SD), que também era uma defensora de ajustes na PGV para garantir mais serviços públicos, cobrou justiça fiscal. "Espero que a justiça fiscal não seja esquecida. Temos que corrigir as distorções existentes", comentou. Ela acrescentou que espera uma discussão mais profunda sobre a planta, ainda que na próxima legislatura, e atribuiu também a vereadores a responsabilidade pela não revisão este ano. "Fugir de assuntos polêmicos não é postura de vereador."


