Quadro clínico de Covas é estável
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quarta-feira, 16 de dezembro de 1998
Agência Estado 
O último boletim médico de ontem sobre o estado de Mário Covas informou que o quadro clínico do governador de São Paulo era estável. Ele está consciente, sem aparelhos para respiração, comunicativo e animado. O seu sistema cardiovascular apresenta função normal e não houve necessidade até o momento de transfusão sanguínea. Ele está recebendo analgésicos, mas não apresenta dor nem febre.
De acordo com o urologista Sami Arap, que comandou a cirurgia, o paciente encontra-se disposto e otimista. Ele já está sentado e até chegou a ficar de pé ao sair da cama. Não há previsão ainda, no entanto, de quando Covas deixará a Unidade de Recuperação Pós-operatória do Incor. Hoje, a equipe médica vai analisar o quadro e decidir se ele poderá ir para o quarto. Os médicos estão cautelosos com relação a sua saída da UTI, mas dizem que as perspectivas são muito boas, uma vez que ele vem apresentando uma evolução surpreendente. Não queremos transmitir uma falsa imagem de que tudo está resolvido, afirmou Arap.
O médico informou também que, durante a cirurgia, foi colocado um catéter na espinha de Covas (bomba PCA, que descarrega um anestésico a cada sinal de dor e é controlado pelo próprio paciente). Este sistema é novo no País e vem sendo adotado no Incor há um ano. Arap informou também que os resultados dos exames a serem realizados nos órgãos retirados na cirurgia de anteontem, que poderiam indicar a existência de câncer em outras partes do corpo, devem sair em sete ou dez dias.
Já o médico particular do governador, doutor Davi Uip, disse que as análises feitas nos gânglios linfáticos e ureter resultaram negativas, o que foi considerado por ele como um dado otimista. Ele disse também que, se todos os exames indicarem a inexistência de malignidade, o paciente deverá, mesmo assim, fazer um acompanhamento por no mínimo cinco anos.


