Wilson Tosta
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O bombardeio de denúncias que atingiram o governo Anthony Garotinho (PDT) nas últimas semanas aumentou a indefinição do quadro sucessório no RJ e levou o PDT a se aproximar do PMDB em busca de uma aliança na cidade. Convencidos de que o pré-candidato do PTB, Cesar Maia, foi o principal beneficiário da crise, representantes pedetistas têm conversado nas últimas semanas com adeptos da candidatura de Sérgio Cabral Filho (PMDB). O objetivo é uma coligação ampla, que isole Maia e tenha condições de enfrentá-lo no segundo turno. A divergência é sobre quem seria o cabeça-de-chapa.
‘‘Conversa e pão de queijo nunca são demais’’, brincou o presidente regional do PDT, Carlos Lupi. Entre os pedetistas, a idéia é montar uma coligação de centro-esquerda, encabeçada – se prevalecesse o seu desejo – pelo presidente nacional do PDT, Leonel Brizola. Essa frente, segundo conversas preliminares na Assembléia Legislativa, teria apoio do PMDB, PV, PC do B e, talvez, PPS e PSB. Esses dois últimos partidos estão mais distantes. Do lado do PMDB, há boa vontade, sob uma condição: a candidatura de Cabral Filho a prefeito continua. Não há possibilidade de que seja retirada em favor do PDT.
O líder do PMDB na Assembléia Legislativa, Henry Charles, lembra que o pré-candidato do partido a prefeito do Rio até já marcou para 1º de julho a data para se afastar do cargo e se dedicar mais à campanha. ‘‘O Sérgio é o principal candidato do PMDB’’, disse ele.
Outro peemedebista lembrou que o próprio Brizola já manifestou simpatia por Cabral e revelou que o próprio Conde mostrou interesse em uma aliança com o PMDB.

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