Quadrilha de Pascoal começa greve de fome
Gilse Guedes
Agência Estado
De Brasília
Integrantes da quadrilha de tráfico de drogas comandada pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal começaram uma greve de fome há três dias na 3ª Companhia de Polícia Militar Independente, em Brasília, onde estão presos, para pressionar pela transferência para um presídio do Acre. O tenente da Polícia Militar (PM) Pedro Pascoal Pinheiro Neto, irmão de Hildebrando, e mais dez PMs decidiram fazer o protesto, porque consideram que a prisão em Brasília não tem fundamento legal, segundo informações da Secretaria de Segurança do Distrito Federal.
Em setembro, numa operação comandada pela Polícia Federal (PF), 12 policiais militares, entre os quais Hildebrando Pascoal e mais 15 pessoas, foram presos sob acusação de envolvimento com o narcotráfico e com grupo de extermínio no Acre. O ex-parlamentar, cassado por falta de decoro parlamentar pela CPI do Narcotráfico na Câmara, está há cerca de um mês no Batalhão de Operações Especiais (Bope).
O secretário de Segurança Pública do DF, Paulo Castelo Branco, disse ontem que os 11 policiais militares oito soldados e três oficiais estão em greve de fome desde o último sábado. Ele encaminhou um ofício à Justiça Federal comunicando a situação e determinou que os presos sejam submetidos a acompanhamento médico.
Eles esperavam ser libertados na semana passada, com o fim do prazo de 30 dias de prisão temporária, mas a prisão foi prorrogada e agora eles querem cumprir os próximos 30 dias no Acre ao lado de seus familiares, disse o secretário.
Entre os policiais civis que integram o grupo de Hildebrando estão Alexandre Alves da Silva e José Filho de Andrade, irmão e tio do deputado José Aleksandro da Silva (PFL-AC), respectivamente. Aleksandro assumiu a vaga deixada por Hildebrando.





