Mais um candidato à Prefeitura de Londrina nas eleições de outubro resolveu pedir anulação de primeiro e segundo turnos à Justiça Eleitoral. Se na última sexta-feira Vílson Machado (PSoL) protocolou o pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esta semana, em pedido de providências, iniciativa semelhante foi adotada pelo candidato do PV ao Executivo, Marcos Colli. A diferença em relação é que Colli pede novo pleito também para a Câmara de Vereadores - para cuja legislatura futura o PV não teve nenhum nome eleito -, mas no juízo de primeira instância: na 41 Zona Eleitoral.
Segundo Colli, que também é presidente do diretório municipal do partido, o pedido para novo pleito considerou ''o ineditismo da situação''. ''Como parece não haver precedente parecido, acreditamos que, até sem necessidade de interpretação das leis, nos parece que teria de haver novas eleições desde o início'', disse Colli, para completar: ''Porque se fala em declarar nulos os votos de Belinati, e não em anular os votos que ele recebeu. Nessa condição de nulidade, abrangem-se desde os quase 100 mil votos que ele recebeu no primeiro turno, impugnado pelo TRE, e que poderiam ter se distribuído pelos demais candidatos'', avaliou. Porém, o advogado e ex-prefeiturável defende que novo pleito deveria se realizar apenas depois de transitar em julgado todo e qualquer tipo de recurso de Belinati, em Brasília.
Indagado sobre o motivo de o pedido de providências abranger também a eleição proporcional, Colli acredita que ''são eleições diferentes (entendimento, por exemplo, da defesa de Belinati), mas a influência de uma na outra é inevitável: eu pedi voto para a minha legenda, assim como o Belinati pediu para a dele, e os candidatos a vereador pediram votos para ele'', comentou. Se o PV teria condições financeiras de competir nas duas eleições, novamente? ''Muito provavelmente eu me apresentaria novamente como opção, e, tendo em vista que gastamos cerca de R$ 23 mil, nesses moldes, creio que conseguiríamos recursos novamente sem problemas'', acredita.
A FOLHA tentou confirmar os valores no cartório da 41 Zona Eleitoral, onde as prestações tinham de ser entregues até o último dia 4, mas um funcionário informou que a documentação do PV ainda não havia sido protocolada. A juíza da 41 Zona, Denise Hammerschimdt, informou ontem à tarde que o caso já estava sob análise dela e que, ontem mesmo, pediria vistas ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

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