Curitiba - A Comissão de Ética do diretório estadual do PV determinou a expulsão do vereador Professor Galdino. Segundo o presidente da legenda, Antonio Jorge Melo Viana, o partido irá requerer na Justiça o direito à vaga do parlamentar na Câmara Municipal de Curitiba. A decisão reabriu o debate sobre o direito do partido ao cargo de parlamentares expulsos.
Galdino repudiou as justificativas do PV e acusou o partido de tentar usurpar o dinheiro público. O vereador demitiu dois funcionários do partido que foram contratados como cargo em comissão no seu gabinete, mas que prestavam serviços para o diretório estadual.
''Eles só apareceram no gabinete duas vezes: para serem nomeados e para receber o salário. E isso eu não admito. É gravíssimo que um servidor público receba salário dessa Casa e trabalhe para uma instituição particular, um partido, o que for'', declarou. ''Vou lutar na Justiça para reverter a expulsão'', avisou.
Galdino estranhou a justificativa da expulsão apresentada pelo partido. ''Expulsamos o vereador por conta da gravidade das denúncias contra ele'', afirmou Viana. Ele alega que Galdino teria assediado sexualmente uma mulher filiada à legenda. ''Ela depôs na Comissão de Ética acompanhada do marido e confirmou a denúncia'', disse. ''Já tínhamos recebido outras queixas contra ele, mas essa é a primeira vez que alguém decidiu levar adiante essa denúncia'', explicou Viana.
Para o advogado especialista em Direito Eleitoral e ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, Carlos Fernando Correa de Castro, para ficar com a vaga de Galdino o PV terá que provar a veracidade das acusações contra o vereador.
O TRE informou, via assessoria de comunicação, que o órgão só agirá se provocado. Em 2007 o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que o mandato parlamentar é do partido ou da coligação.

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