A executiva estadual do Partido Verde (PV) afastou o advogado Marcos Colli da presidência do diretório local da legenda em razão de sua prisão na segunda-feira sob acusação de abuso sexual infantil. Ontem, o membro da executiva estadual e coordenador das regiões Norte e Nordeste, João Batista Beltrame, foi à Câmara de Vereadores para anunciar que o vereador Mário Takahashi irá presidir o diretório local.
''Assim que tomamos conhecimento decidimos agir para afastá-lo da presidência. O artigo 23 do estatuto do partido permite que o filiado envolvido em caso de grande exposição pode ser destituído das funções'', explicou Beltrame, acrescentando, porém, que eventual expulsão somente ocorrerá se houver comprovação das acusações. ''Ficamos estarrecidos assim como toda a sociedade. O PV dificilmente é exposto a algum escândalo e por isso queremos adotar as medidas cabíveis o mais rápido possível.''
Na sexta-feira, a executiva se reúne em Curitiba para detalhar a intervenção em Londrina. Colli estava filiado ao PV há aproximadamente 8 anos. Em 2008, disputou a Prefeitura de Londrina e em 2012 um cargo de vereador.
Takahashi, que indicou Colli para o cargo comissionado que exercia na Câmara, com salário de R$ 5,5 mil, disse que a sigla vai ''atuar para que o partido não seja prejudicado com esse episódio''. Desde 1º de março, ele era assessor nomeado pelo presidente Rony Alves e tinha a função de orientar a Comissão de Meio Ambiente, presidida por Takahashi. ''Todos ficamos chocados. Ele jamais passou essa imagem'', declarou.
A denúncia envolvendo o assessor gerou discursos de alguns vereadores sobre abuso sexual infantil, mas sem menção direta ao nome de Colli. O presidente da Câmara declarou aos pares: ''Com a exoneração dele ontem (segunda-feira), a Câmara não tem mais qualquer relação com o Marcos Colli.''

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