Putin prevê radicalização
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segunda-feira, 24 de junho de 2002
Das agências 
O presidente russo Vladimir Putin, cujo país é co-padrinho oficial do processo de paz no Oriente Médio, deu seu apoio ontem a Yasser Arafat, indo contra a postura de Israel e dos Estados Unidos. Será perigoso separar Arafat do cenário político porque isso conduzirá apenas à radicalização do movimento palestino, declarou Putin durante entrevista coletiva.
O grupo palestino islâmico radical Hamas rejeitou ontem à noite o discurso do presidente americano, George W. Bush, sobre o Oriente Médio, classificando-o de parcial a favor de Israel, e prometeu continuar a resistência contra o Estado hebreu.
Já o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon afirmou que Israel prepara uma nova ofensiva contra o Hamas, noticiou a rádio militar israelense. Preparamos uma grande operação militar contra o Hamas na Faixa de Gaza, disse Sharon durante uma reunião com dirigentes de seu partido, o Likud.
Homem-bomba Forças de segurança israelenses prenderam ontem um palestino que iria executar um atentado suicida, na região de Beit Shemesh, Jerusalém, segundo o jornal Haaretz. O chefe de polícia, Mickey Levy, informou que o homem-bomba foi detido em um automóvel, juntamente com outros quatro suspeitos.
Ontem, o Exército israelense admitiu ter matado um dirigente islâmico do grupo extremista Hamas durante ataque que realizou no sul da faixa de Gaza, no qual também morreram outros cinco palestinos, segundo fontes palestinas.


