O deputado estadual Milton Pupio (PTB) pediu licença da Assembléia Legislativa por 120 dias. O afastamento foi formalizado ontem, no último dia do período extraordinário convocado pelo governo do Estado, antes do recesso parlamentar que vai até 16 de fevereiro. A licença de Pupio garantiu a permanência do suplente Ademar Traiano (PTB), que estava de malas prontas diante do retorno do ex-secretário da Agricultura Hermas Brandão (PTB) ao Legislativo.
Pupio é apontado como um dos envolvidos no suposto esquema que desviou verbas do Programa de Apoio à Pequena Propriedade, em Faxinal, município da região do Vale do Ivaí. Ele é citado como beneficiário de R$ 15 mil pelo Ministério Público e Câmara Municipal de Faxinal. O deputado já estava afastado dos trabalhos legislativos há meses, desde que se submeteu a uma cirurgia cardíaca. Ontem, ele fez nova cirurgia em um hospital de São Paulo.
A saída de Pupio foi anunciada minutos antes da formalização da volta de Brandão à Assembléia. Ele reassumiu ontem o seu gabinete, depois de três anos licenciado. Brandão reservou parte do dia para conversar com o seu sucessor, o novo secretário Antonio Leonel Polloni, que toma posse hoje.
Não houve votação na sessão que encerrou o período extraordinário, que foi de 20 de dezembro a 15 de janeiro. Apenas dez deputados compareceram à desconvocação. Agora eles liberados para ficar em suas bases eleitorais até meados de fevereiro. Os deputados voltam ao interior com os bolsos cheios. Eles receberam R$ 12 mil bruto pelo ‘chamado’ do governo. Cerca de cinco dias úteis foram dispensados com o período. Ontem, o presidente da Assembléia, deputado Aníbal Khury (PFL), apresentou um relatório dos trabalhos realizados em 97. Só no período ordinário foram realizadas 140 sessões ordinárias e 70 extraordinárias; 15 sessões solenes e duas especiais. Os deputados apresentaram 718 projetos de lei e 2.304 requerimentos. O Palácio Iguaçu enviou 115 mensagens no ano passado, conforme o levantamento. (L.D.)

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