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. | Foto: Marcos Zanutto

Incluído na lista dos cinco deputados federais que tiveram as atividades partidárias suspensas pela cúpula do PSL, o londrinense Filipe Barros disse em sua conta no Twitter que a decisão é “uma manobra ilegal e arbitrária para nos retirar da lista”, em uma menção à lista dos deputados bolsonaristas que defendem a troca do Delegado Waldir (PSL-GO) por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder da legenda na Câmara.

“A atual liderança só está ainda de pé graças a coações, ameaças e represálias”, escreveu Barros, que bateu boca com Waldir nas redes sociais.

De acordo com Coronel Tadeu (PSL-SP), aliado do líder do partido na Câmara, com a suspensão a assinatura dos cinco parlamentares em listas para indicar um líder na Casa não será válida. O movimento visa a enfraquecer as chances de Eduardo Bolsonaro ser colocado na função. "Esse é o efeito imediato. Se eles tentarem montar uma lista, perderam cinco votos", afirmou Tadeu.

Também pelo Twitter, Delegado Waldir disse que os cinco deputados suspensos atacaram a imagem do partido, ao que Filipe Barros respondeu: “Ei, Delegado Waldir: não estou atacando o partido não, estou atacando o senhor mesmo; sua deslealdade na liderança com o que se prometeu ao eleitor na campanha; sua truculência e suas represálias com quem pensa diferente". Ele se referiu ao deputado como “Waldir, o tresloucado”. Em áudio vazado nesta semana, Waldir disse que iria “implodir” o presidente Jair Bolsonaro.

O PSL aumentou de 101 para 153 o número de filiados com direito a voto em reuniões nacionais - os chamados convencionais. Dos novos convencionais, 34 têm mandato parlamentar. A maioria do grupo é alinhada com o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar.

Além de Filipe Barros, os outros quatro deputados aliados a Jair Bolsonaro que serão suspensos da atividade partidária são: Carla Zambelli (SP), Bibo Nunes (RS), Alê Silva (MG) e Carlos Jordy (RJ). (Com Agência Estado)

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