Pugliesi sofre atentado em Arapongas
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segunda-feira, 12 de junho de 2000
Maurício Borges Enviado a Arapongas 
A Polícia de Arapongas (35 km a oeste de Londrina) abriu ontem inquérito para investigar uma tentativa de homicídio, praticada no domingo à noite, contra o deputado estadual, ex-prefeito e pré-candidato a prefeito Waldyr Pugliesi (PMDB), em sua própria casa. O caso está sob a responsabilidade do delegado José Carlos Bassalobre, que já ouviu Pugliesi e hoje pretende tomar depoimentos dos vereadores Mauro Cassitas (PMDB) e Jair Milani (PPB), que presenciaram todo o fato e também foram ameaçados de morte.
Pugliesi contou à Polícia que passou cerca de dez minutos de terror. Ele estava em sua residência (na Rua Flamingos), na companhia de Cassitas, esperando outros dois vereadores para irem a um culto da Igreja Assembléia de Deus. Segundo ele, pouco depois das 19 horas tocou a campainha. Fui para a cozinha acionar o mecanismo que abre o portão eletrônico e, ao mesmo tempo, pedi para que o Mauro (Cassitas) abrisse a porta da sala, porque deveria ser o Milani, explicou o deputado.
Neste exato momento, relatou ele, Milani começou a gritar desesperadamente. Achei que o vereador estivesse sendo agredido lá fora e pedi que o Mauro abrisse a porta depressa para que pudessemos socorrê-lo, afirmou. Pugliese contou que, nesse momento, na sala, viu dois homens armados que haviam rendido os dois vereadores.
Reagi gritando com o cara que invadiu minha casa e tinha uma pistola na cabeça do Cassitas, enquanto o vereador pedia calma e dizia que o homem queria me matar, disse Pugliesi. O deputado fez questão de lembrar que a pessoa armada disse claramente, por três vezes, que estava ali para matá-lo.
Ainda de acordo com a versão de Pugliesi, quando o homem armado partiu na sua direção, ele atirou uma fruta que tinha na mão. E, depois de ficar atrás de uma coluna de madeira, muniu-se de uma cadeira para enfrentá-lo. O cara chegou a engatilhar a arma e, acuado, resolvi investir contra ele, acertando-lhe alguns golpes, narrou o deputado.
Pugliesi aproveitou uma queda do agressor para refugiar-se num quarto da casa, de onde gritou por socorro e pediu que chamassem a polícia. O agressor foi até o quarto e ameaçou matar Cassistas se ele não abrisse a porta. Em seguida, o homem largou o vereador e tentou arrombar a porta. Mas sem conseguir, o desconhecido teria desistido e fugiu rapidamente do local. Pugliesi sofreu uma luxação no ombro direito por causa dos movimentos bruscos de defesa e foi atendido no Hospital João de Freitas.
O comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar de Arapongas, capitão Cézar Vinicius Kogut, foi o primeiro a chegar na residência do deputado. Ele disse que está totalmente descartada a possibilidade de um assalto. A forma como os dois marginais agiram seria o procedimento normal para uma execução, declarou. Homens da P-2 (Serviço Reservado da PM) também estiveram no local.
O delegado Bassalobre informou que peritos do Instituto de Criminalística vão realizar um exame do local onde aconteceu o fato. Segundo ele, outra providência tomada é a elaboração dos retratos falados dos dois agressores.


