Público tímido marca marcha em Londrina
A segunda manifestação pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em Londrina teve adesão bem menor, em consonância com o que houve no restante do Brasil. Para os organizadores, a "concorrência" da ExpoLondrina e do jogo do LEC minaram a presença dos manifestantes. Em Curitiba, reuniu 40 mil pessoas no centro da Capital, a metade do número de manifestantes que participaram do ato no dia 15 de março.
Para João Victor Nery e Douglas Roberto Soares Silva, dois dos organizadores de um grupo de cerca de 50 pessoas, a adesão menor também se deu porque o brasileiro é imediatista e esperava alguma mudança já após a primeira manifestação. Silva avalia que falta conscientização política aos brasileiros. "Eu entendo totalmente que as pessoas podem ir num domingo ao estádio ou à exposição, mas acho que precisamos focar nas prioridades", afirmou antes do início da marcha.
Nas ruas, o colorido repetiu o verde e amarelo da marcha anterior, assim como apitos e cornetas e os cartazes pedindo "Fora Dilma", "Fora PT" e mais rigor contra a corrupção, além de alusões à intervenção militar.
Porém, já no aterro do Igapó, Nery deu aviso de que as manifestações vão além do que ocorre apenas em Brasília e citou o caso do Paraná. "Queremos que o senhor Beto Richa (PSDB) dê explicações e, se houver corrupção, fora governador."
- Em março, 45 mil tinham participado do protesto na cidade
-Há suspeitas de corrupção, de exploração sexual de menores envolvendo fiscais da receita estadual e de irregularidades na contratação de oficinas mecânicas para veículos oficiais
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





