Com a prisão decretada desde 24 de maio, o publicitário Ruy Nogueira Netto, impetrou ontem habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná. Ele está foragido, assim como o biólogo Ricardo Ramirez. Os mandados de prisão foram expedidos pela juíza da 3 Vara Criminal de Londrina por solicitação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), que deflagrou a operação Antissepsia para investigar desvios na saúde. Ramirez, Nogueira e outros 21 envolvidos, foram indiciados por formação de quadrilha e corrupção.
O habeas corpus foi impetrado por Fábio Augustus Colauto Gregório e Luiz Carlos Soares da Silva Júnior. O advogado de Nogueira, Fábio Martins Pereira, disse ter argumentado que a prisão seria ilegal porque um dia antes de ter sido decretada, protocolou ofício informando que seu cliente se apresentaria espontaneamente. ''Além disso, as provas contra meu cliente são baseadas apenas em depoimentos de acusados e são contraditórias'', defendeu Pereira.
Nogueira foi citado por pelo menos um dos envolvidos: o ex-conselheiro municipal de saúde Marcos Ratto. Segundo ele, Ruy Nogueira, teria intermediado a contratação do Instituto Atlântico. Posteriormente, Nogueira passou a exigir, na Justiça, R$ 300 mil a título de serviços de publicidade que teria prestado à Oscip.
Pereira também é advogado de Ramirez, mas disse que não foi impetrado habeas corpus em favor dele. Questionado sobre o relacionamento entre Nogueira e Ramirez, o advogado disse que eles são amigos.
''Esses dois depoimentos seriam fundamentais: poderiam esclarecer outras pessoas ligadas às fraudes'', disse o delegado do Gaeco, Alan Flore. (L.C.)

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