Publicitário negocia delação premiada com Ministério Público Federal
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba O publicitário e ex-diretor da agência de publicidade Borghi/Lowe, que mantém contratos de publicidade com a Caixa Econômica Federal (CEF) e Ministério da Saúde, Ricardo Hoffmann, está negociando um acordo de delação premiada com os procuradores do Ministério Público Federal (MPF). Caso o acordo seja fechado, será o 17º dentro da Lava Jato.
Hoffmann está preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, desde o dia 10 de abril, quando foi deflagrada a 11ª fase da Operação Lava Jato. Ele virou réu na mesma ação penal em que o ex-deputado André Vargas (sem partido-PR) também é acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme apontam as investigações da Lava Jato, o ex-parlamentar utilizou duas empresas de fachadas (LSI e Limiar) que estavam em seu nome e nos nomes de seus irmãos (Leon e Milton) para receber dinheiro desviado de contratos da agência Borgui/Lowe, que na época tinha como diretor Ricardo Hoffmann. Estes valores, segundo os procuradores, chegam a R$ 1,1 milhão.
Em depoimento prestado aos delegados da Polícia Federal na época em que foi preso, Hoffmann afirmou que foi ele quem apresentou Vargas à direção da agência que representava em Brasília, e também informou que repassou dinheiro para as empresas de Vargas em forma de comissão por serviços não prestados. Os pagamentos, de acordo com Hoffmann, eram uma recompensa para Vargas por conseguir clientela privada para a agência no Paraná, "mas que ele não conseguiu angariar cliente algum".O MPF, no entanto, considerara esta versão "totalmente fantasiosa" para justificar as propinas repassadas ao ex-deputado André Vargas.


