No dia em que a CPI dos Correios pressionou Marcos Valério, requerendo ao Ministério Público Federal sua prisão, o publicitário afirmou, por meio de nota, que não é o único responsável pelas agências SMPB e DNA. Por isso, disse Valério, eventuais questionamentos também devem ser feitos aos outros sócios: ''Como pode ser verificado nos contratos sociais da SMPB e da DNA, em cada cheque emitido pelas agências devem constar as assinaturas de, pelo menos, dois sócios. Dessa forma, ressalta-se que as empresas funcionam através da responsabilidade solidária e, portanto, eventuais questionamentos também devem ser feitos aos demais sócios.''
Desde que a crise estourou, os sócios na SMPB, Cristiano Paz e Ramon Cardoso, não se pronunciaram sobre o envolvimento da agência. Paz e Cardoso mantêm contatos políticos bem antes da entrada de Valério na agência, em 1996. A SMPB disse que, de fato, são dois sócios que assinam pela agência. Foram citados os nomes de Paz e Cardoso e também da diretora financeira, Simone Vasconcelos, por procuração.

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