Publicidade em Londrina vai consumir R$ 500 mil
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segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Lino Ramos<br> De Londrina 
A Prefeitura de Londrina abriu licitação de R$ 500 mil para a contratação de agências de publicidade. O edital foi publicado há duas semanas e até ontem à tarde cinco empresas tinham retirado os envelopes da licitação, uma delas de Curitiba. Segundo o prefeito Nedson Micheleti (PT), o valor está previsto no orçamento municipal e será um teto para os gastos publicitários no próximo ano. Ele argumenta que os recursos serão utilizados em campanhas institucionais.
Nedson argumenta que, sem o processo licitatório, a prefeitura não poderia contratar nenhum tipo de divulgação de interesse público. ''Hoje estamos impedidos, por exemplo, de divulgar uma campanha de vacinação ou uma questão ligada à educação ou ao trânsito. Qualquer divugação que precise ser feita com dinheiro do município, tenho que fazer essa contratação através de um processo licitatório'', justificou.
Nedson garante que os gastos irão ocorrer somente a partir do próximo ano porque, hoje, o município não tem recursos. Ele acrescentou que os gastos irão passar pelos processos administrativo e licitatório. Caso haja dinheiro em caixa, haverá o empenho para o pagamento.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a verba de R$ 500 mil para publicidade já está prevista no orçamento deste ano, aprovado em 2000. Mas até agora só foram gastos R$ 6 mil com um jornal usado para a prestação de contas, como determinaria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Ministério Público (MP) investiga denúncia de que a publicação teria configurado promoção pessoal do prefeito.
Mas não é só a administração direta que investe em publicidade. Somente a Sercomtel S.A. tem previsão de gastar R$ 3 milhões em publicidade neste ano. De acordo com a assessoria da prefeitura, em 2000 (último ano da administração do ex-prefeito Antonio Belinati, cassado) foram gastos em torno de R$ 6 milhões. Uma fonte da administração municipal revelou à Folha que diversos contratos da Sercomtel com veículos de comunicação, feitos na administração Belinati, tiveram de ser reformulados porque estava sendo cobrado um valor acima da tabela de mercado. Os contratos foram renegociados.


