PTB vai pedir cassação de Dirceu e Janene
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quinta-feira, 21 de julho de 2005
Agência Estado 
Brasília - O presidente licenciado do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), quer impedir que o deputado José Dirceu (PT-SP), ex-ministro da Casa Civil, renuncie ao seu mandato para fugir a um eventual processo de cassação, caso as investigações do suposto esquema do ''mensalão'' comprovem sua participação. Como medida preventiva, na próxima semana, o PTB vai protocolar um pedido de cassação de Dirceu por falta de decoro no Conselho de Ética da Câmara. Após o procedimento, mesmo que renuncie, o deputado petista poderá se tornar inelegível caso, ao final do processo, tenha seu mandato cassado pelo plenário da Casa.
O mesmo procedimento será tomado pelo PTB contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (SP), contra os líderes do PP, José Janene (PR), e do PL, Sandro Mabel (GO), e contra o deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ).
Deputados ligados a Jefferson classificaram a decisão de revanchista, com objetivo do parlamentar de ''dar o troco''. Jefferson responde a processo de cassação protocolado pelo presidente do PL. Assim como Costa Neto, o pedido de perda de mandato será protocolado em nome do partido para cortar caminho e evitar sua análise preliminar pela corregedoria da Casa.
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), já estuda se manterá o mesmo relator do processo contra Jefferson, deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), ou se indicará outro parlamentar. ''Como os investigados são os mesmos, a tendência é que eu mantenha o mesmo relator'', adiantou Izar. O deputado não vê conflito no fato de presidir o conselho em processo provocado por seu partido.
''Tanto o presidente quanto o relator são independentes e, quando assumem essas posições, agem de maneira apartidária'', afirmou. Izar confirmou que o depoimento de Dirceu no Conselho de Ética está confirmado para o dia 2 de agosto.
Se cassados, os parlamentares ficam proibidos de concorrer a cargos eletivos por oito anos a contar depois do término do mandato atual, ou seja, até 2015. Para perder o mandato, são necessários 275 votos a favor da cassação em votação secreta no plenário.


