PTB pode ter candidato próprio
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segunda-feira, 02 de julho de 2001
De Curitiba 
O PTB pode ter candidato próprio à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL), mas ainda não tem nome definido. O partido, que decidiu apoiar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PPS) à presidência da República, pode ainda emprestar apoio a um nome da coligação, desde que seja mantido o respaldo ao ex-ministro. Ciro Gomes é um dos candidatos que assumem discurso de oposição ao presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No Paraná, o PTB faz parte da base de sustentação ao governador Jaime Lerner (PFL). O presidente nacional da sigla, deputado José Carlos Martinez, garante que a aliança PTB/PPS está fechada.
Na composição da chapa que concorrerá à sucessão de FHC, o partido indicará o vice, que deve sair de São Paulo (Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical) ou Minas Gerais (deputado Walfrido Mares Guia). O PTB no Paraná não comportaria um candidato à vice. Vamos apoiar o governo no que interessa ao País. Não podemos fazer oposição sistemática e inviabilizar o governo, argumentou Martinez, lembrando que a administração dos problemas vai ficar para o sucessor. Segundo ele, o PTB não tem cargos no governo FHC.
Martinez disse que é cedo para avaliações no cenário estadual, mas concorda que a saída dos senadores Alvaro e Osmar Dias do PSDB contribuiu para mudar significativamente o quadro sucessório paranaense. Os nomes do PTB que teriam condições de participar da corrida rumo ao Palácio Iguaçu, de acordo com Martinez, são o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, e o deputado estadual Valdir Rossoni. Ele disse que não quer disputar o governo. Martinez avisou que o partido não volta atrás no apoio a Ciro Gomes. Só o diretório nacional poderia mudar, disse o presidente nacional do partido. A decisão dependeria de quase 300 membros.
O partido ainda não tem posição fechada em relação à venda da Copel, apesar do assunto ser um ponto crucial na campanha de 2002. O ex-líder do PTB na Assembléia, Algaci Túlio, é contra a venda, e alega que foi retirado da liderança por articulação do Palácio Iguaçu que, por sua vez, nega a
manobra.
Rossoni deve tomar posse, no próximo dia 14, como presidente do PTB no Estado. Ele assume o lugar de Emerson Palmieri, que será o secretário-geral do partido. Rossoni, por enquanto único candidato, disse que só assume se for o nome de consenso. A bancada estadual defende que o comando do partido fique nas mãos de um deputado. Emerson Palmieri será o diretor-geral da campanha de Ciro Gomes no PTB. Disse que na próxima segunda ou terça-feira deve entregar o projeto de campanha ao candidato. (M.D.)


