PTB pesquisa
para avaliar
pré-candidatos
O PTB do Paraná está à procura de um instituto de pesquisa para medir o calibre dos candidatos a prefeito que o partido pretende lançar neste ano. No Paraná, haverá sondagem em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa, os principais colégios eleitorais do Estado, informa o presidente nacional do partido, deputado federal José Carlos Martinez. Pesquisas similares também serão realizadas em outros Estados do Brasil. ‘‘Estamos fazendo uma tomada geral de preços para ver aonde está mais em conta. Pretendemos começar as sondagens agora em março’’, assinalou.
Além de medir o potencial dos pré-candidatos, o PTB espera com as pesquisas avaliar o poder de fogo do partido nas eleições de 2000. Em Curitiba, por exemplo, a pesquisa será fundamental para acabar com um impasse e definir a escolha do candidato. Os deputados estaduais Beto Richa, Carlos Simões e Ricardo Chab brigam pela indicação. Algaci Túlio, que no ano passado se colocava como pré-candidato, não constará da lista dos sondados na capital. Túlio destoa do restante do PTB e defende a manutenção da aliança política firmada com o PFL de Cassio Taniguchi em meados de 1996.
Em Londrina, Maringá, Cascavel e em Foz do Iguaçu, a idéia é saber se existe ou não mais de um pré-candidato, e a força política de cada um. Em Londrina, o nome que desponta é o do secretário da Justiça, José Tavares; em Maringá, o do procurador geral do Estado Joel Coimbra; em Cascavel, Arnaldo Cirione; e em Foz, Carlos Budel. José Carlos Martinez disse que a orientação nacional é que o PTB lance o maior número de candidatos próprios.
A postura do dirigente, que descarta qualquer aliança política no caso de Curitiba, por exemplo, destoa de alguns petebistas. O presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus acha que pesquisa não é suficiente para escolher um candidato. ‘‘Tem de se medir o potencial eleitoral’’, observou. Já Algaci Túlio discorda do lançamento de candidatura própria em Curitiba por considerar a tese de alto risco para o PTB. ‘‘Será que coligados não conseguiremos mais?’’, questionou.(L.D)

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