PTB não vai expulsar citado na máfia dos sanguessugas
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quinta-feira, 27 de julho de 2006
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O único parlamentar paranaense citado como integrante da máfia dos sanguessugas e que ainda está no Congresso Nacional é do PTB: o deputado federal Íris Simões. Além dele foram citados outros três ex-parlamentares paranaenses: Márcio Matos (sem partido), Joaquim dos Santos Filho (PFL) e Basílio Villani (PSDB) todos atualmente sem mandato. O presidente nacional do PTB, Flávio Martinez, explicou que não irá prejulgar ninguém até que tudo seja esclarecido.
O escândalo da ''máfia dos sanguessugas'' está sendo investigado por uma CPI no Congresso Nacional. Parlamentares são acusados de ter recebido propina da empresa Planam para fazer emendas para aquisição de ambulâncias em várias prefeituras. No Paraná, seriam 50 prefeituras envolvidas no esquema. As emendas eram feitas no Orçamento da União. Em seguida, os parlamentares indicavam a Planam para os prefeitos e faziam licitações direcionadas. O governo federal liberava os recursos. O parlamentar e o prefeito recebiam uma comissão.
''Após a conclusão das investigações, poderemos nos manifestar oficialmente. Por enquanto, um terço da Câmara Federal estaria supostamente envolvida no esquema. Quero acreditar que isto não condiz com a verdade. Não nos compete fazer um julgamento dos parlamentares citados. Não posso fazer julgamentos prévios. Vamos esperar que a CPI, o Conselho de Ética e o Ministério Público (MP) apontem os culpados'', analisou Martinez. O petebista disse que se qualquer parlamentar do PTB for condenado ou citado como culpado, o partido irá analisar o caso e poderá até pedir a expulsão do deputado federal. ''O que queremos é uma política de transparência. Vamos nos pautar desta forma'', complementou.
A Folha tem tentado contato com o deputado federal Íris Simões, mas não tem conseguido localizá-lo. Há mais de uma semana, a reportagem deixa recado diariamente no gabinete dele, em Brasília, mas ninguém retorna aos telefonemas. Matos já deixou o PTB e trabalha como médico no interior do Estado. Santos Filho se diz inocente, mas está deixando o PFL para não criar constrangimentos. Villani está morando em Santa Catarina. Todos eles negam que tenham feito acordo com a Planam. Negam também o recebimento de propina para criação e aprovação de emendas.


