Curitiba - O PTB não quer dividir a chapa de candidatos a deputado federal e estadual, que costura com o PDT, em dois blocos. A proposta de dividir o grupo foi apresentada ontem de manhã pelo senador Alvaro Dias, o pré-candidato ao governo do Estado pelo PDT, como forma de atender os deputados do seu partido que, com medo de perder votos para os petebistas, são contra qualquer aliança na proporcional.
Conforme a proposta de Alvaro, o PDT encabeçaria um bloco, e o PTB ficaria com outra ala integrada por pequenos partidos. O presidente estadual do PTB, deputado Valdir Rossoni, prometeu estudar a oferta, mas deixou claro que a proposta não é vantajosa para seus correligionários. ‘‘Queremos os votos de legenda que o candidato ao governo rende. Não podemos abrir mão desse bônus’’, explicou o dirigente. Apesar de ser governista de carteirinha, Rossoni disse ontem que a vontade do grupo é selar o acordo com Alvaro.
Há ainda outra barreira ao projeto dos pedetistas. Os presidentes nacionais do PDT, o ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, e o deputado federal José Carlos Martinez, do PTB, enviaram comunicado oficial às direções estaduais afirmando que as convenções regionais devem formalizar, obrigatoriamente, a aliança entre os dois partidos na majoritária e na proporcional.
‘‘Vamos continuar conversando. Se houver entendimento, podemos negociar essa divisão com o comando nacional’’, insistiu Alvaro. Segundo ele, o PTB só aceitaria a divisão em blocos da coligação se ficasse junto com o PDT – o que não agradou sua bancada.
‘‘A aliança é de cima a baixo’’, resumiu o deputado Luiz Carlos Alborghetti (PTB). ‘‘Decisão mesmo é só na convenção’’, avisou o senador.

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