PTB não garante vaga a Emília
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de dezembro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaEm busca do avalEmília Belinati: futuro da vice passa pelas mãos do PTBA seis meses das convenções que irão homologar as candidaturas majoritárias para 98, a direção estadual do PTB emite sinais de que não vai se contrapor à vontade do governador Jaime Lerner (PFL) de manter a vice-governadora Emília Belinati (PTB) em mesma posição, na chapa que disputará o Palácio Iguaçu. O presidente do partido e secretário da Indústria e do Comércio, Nelson Justus, diz que a candidatura da vice - que trabalha pela vaga ao Senado - será discutida dentro de casa (PTB).
Claro que todo político quer cada vez mais galgar novas posições. Isso é normal. Algumas vezes, no entanto, é prudente recuar para avançar mais tarde, declarou o dirigente. Justus diz que no caso de uma eleição majoritária, além da questão partidária é preciso levar em consideração o bem comum da aliança e as reais condições de vitória.
O presidente do PTB diz que a sigla não pretende entrar em atrito com os partidos aliados. A posição do dirigente favorece o chefe da Casa Civil, Rafael Greca, e o ministro da Previdência, Reinhold Stephanes. Ambos estão no PFL e ambicionam ser o candidato do grupo de Lerner para o Senado Federal.
O grupo político que quer a indicação da vice para o Senado deve iniciar um processo de reação interna para contrapor-se à posição da direção estadual do PTB. Os defensores de Emília acham que é muito cedo ainda para se fechar posição e que o tempo é a melhor arma para se trabalhar a indicação. Eles não têm dúvidas de que possuem o nome com melhores condições que Greca e Stephanes para bater o presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB), que, apesar de ser apontado como candidato ao governo, é virtual postulante à vaga.
Emília desembarcou na sexta-feira de uma missão econômica no Japão com um quadro político diferente do vivido no final de novembro. O anúncio da saída do secretário da Agricultura, Hermas Brandão, prevista para 5 de janeiro e provocada pelas denúncias de Faxinal, facilitam a manutenção da chapa com as mesmas posições. Brandão era nome forte para ser o vice de Lerner em 98, o que garantiria a indicação de Emília ao Senado. (L.D.)


